Estamos cansados das redes sociais que usamos, mas o que podemos fazer? Vamos deixar as plataformas que usamos e ponto final?
Como fica a nossa comunicação com os amigos que moram longe? E como vemos o que anda a fazer aquele ou aquela atleta, ator ou atriz, etc?
O The Guardian publicou um artigo sobre as alternativas para quem queria alternativas.
Um dos pontos mais interessantes do artigo era o discurso para justificar o fim a verificação de factos para priorizar a “liberdade de expressão”. O X fez o mesmo, mas para explicar o motivo para não atuar relativamente à proliferação de publicações com desinformação e discurso de ódio.
Zuckerberg, fundador da Meta, trocou a verificação de factos das plataformas por “notas da comunidade”, seguindo a prática do X. Na prática, os utilizadores podem adicionar contexto às publicações.
Enquanto isso, a Meta vai ver um crescimento da receita através do aumento do impulsionamento de conteúdo político no Instagram, Facebook e Threads. Como isso não seria suficientemente mau, também decidiram remover restrições assuntos como a imigração e género.
É fácil compreender todas estas alterações que usam o argumento da liberdade de expressão, enquanto geram plataformas de propaganda política que refletem o posicionamento dos seus donos ou líderes ou que não ousam desafiar a administração Trump.
No entanto, precisamos perceber que muitas das alterações se referem apenas aos EUA, segundo os especialistas. Em teoria, os utilizadores em países da UE estão protegidos pela legislação europeia. Só que, na prática, estas BigTech dos EUA têm sido avisas e multadas pela UE por não cumprirem as normas vigentes no Velho Continente.
Por via das dúvidas, o êxodo já começou e muitas pessoas têm aderido a redes como BlueSky ou Mastodon. A pergunta que se coloca é: e se eu sair, o que faço com a minha rede de contatos?
- Avisar seguidores. As pessoas seguem autenticidade, não plataformas, por isso o melhor é contar o que vai fazer e até explicar os motivos.
- Criar uma lista de e-mails. O alcance não pode depender das redes sociais.
- Começar logo a publicar em plataformas alternativas. É possível manter a presença online, mudando apenas o local onde o fazemos.
- Usar um site próprio. Para quem publica conteúdo para uma marca ou produto, ou mesmo para o próprio prazer de partilhar, é bom lembrar que as redes sociais são um espaço emprestado ou alugado, o site é de quem o compra.
- Largar gradualmente. Em vez de cortar radicalmente e de uma vez, organizar uma saída gradual.
- Definir o que importa. Além de criar foco, coloca como prioridades o conteúdo, a comunidade e o impacto do uso das plataformas

One thought on “Para onde ir depois do Instagram, Facebook, TikTok ou X?”
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